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Entrevista a  ShockShow    (24 Fev 2003)

 

 

 

À quanto tempo é que existe a banda e de onde vêm?

 

ShockShow existe deste Outubro de 2000 e está “sediada” em Lisboa.

 

Quantos elementos formam a banda e os seus respectivos nomes?

 

A banda é formada por quatro elementos : André (voz), Hugo Gervaia (guitarra), Ricardo Gervaia (bateria) e João Monteiro(baixo).

 

Como catalogam o vosso tipo de som?

 

O som não existe para ser catalogado, mas sim ouvido, mas podemos dizer que tocamos metal.

 

Qual é a vossa discografia e em geral quantos concertos já deram?

 

Lançamos em 2002 o nosso álbum de estreia, intitulado “The Birth Of divine Tragedy” e estamos agora a preparar novos temas para editar ainda durante o primeiro semestre de 2003.Em termos de concertos já demos até ao momento 12 concertos um pouco por todo o país.

 

A vossa carreira está a evoluir ao ritmo pretendido?

 

Tendo em conta que temos 2 anos como banda, penso que estamos a andar a um passo bastante aceitável. Dois anos que nos possibilitaram aprender muito e evoluir cada vez mais.

 

Onde estão mais a vontade e sentem que é a vossa vocação, a gravar ou estar em palco?

 

Nós somos uma banda de metal, portanto nada mais natural será dizer que nos sentimos bastante mais confortáveis em palco. Estar a fazer o que se gosta pode ser de facto algo muito bom. Em termos de estúdio, tendo em conta o pouco tempo que dispusemos para a gravação do nosso álbum (cerca de 3 dias) e o facto de não estarmos propriamente habituados a trabalhar em estúdio, o que nos pode ter sido algo prejudicial no produto final. Mas nada que não possa ser aperfeiçoado.

 

Com os vossos registos que estão a preparar e pensão ter uma projecção desejada?

 

Estamos, de facto, a trabalhar em novo material e a preparar um novo cd. E posso assegurar, sem correr sequer o risco de me enganar, que este cd mostrará a nossa evolução enquanto banda e resultará em algo mais coeso e substancialmente melhor do que o The Birth Of Divine Tragedy. Mas claro que queremos ter maior projecção, mas o fundamental para nós é gravar um trabalho bem feito.

 

Tiveram dificuldades na produção e elaboração dos mesmos?

 

Em relação à elaboração do álbum foi algo que foi feito com dedicação e gosto. Isso sobrepõe-se a todos os sacrifícios.

 

E ao nível da divulgação como é que está a decorrer?

 

A divulgação está a correr muito bem. Há muita gente a aderir e a apreciar o que nós fazemos, o que para nós é um imenso motivo de orgulho. Temos dado alguns concertos a para mostrar o nosso álbum ao vivo, e as reacções têm sido favoráveis. Temos algumas críticas ao nosso primeiro registo , nomeadamente de revistas e webzines, e têm sido muito encorajadoras.

 

Tiveram divulgação fora de portas (no estrangeiro)?

 

Temos alguma divulgação fora de Portugal, com a ajuda da Internet, que nos ajuda em muito a expandir o nosso nome. E reacções, em geral, bastante boas.

 

Já estiveram em algum “grande palco” e como foi a experiência?

 

O concerto mais importante que demos penso que tenha sido na Fnac de Stª Catarina no Porto. A experiência foi interessante. E queremos repeti-la, e ir mais alto, obviamente.

 

Qual foi o vosso melhor concerto e porquê?

 

Quando se olha para trás, há alguns concertos que nos dá imenso gozo e orgulho por estarmos a fazer o que gostamos, pela destruição, o caos, basicamente a nossa diversão. Outros concertos preferimos deixar que o esquecimento os apague lentamente. Por isso não se pode precisar o melhor ou o pior mas sim dizer que há concertos que reúnem as condições para proporcionar um bom espectáculo, noutros não.

 

E a nível de concertos como está a vossa agenda? E estão a pensar dar concertos “lá fora”?

 

Lisboa),  22 ( Benfica – Lisboa) e 27 ( Chelas – Lisboa). Nestes concertos vamos “testar” alguns temas novos, bastante diferentes do que se ouve em “The Birth Of divine Tragedy”, portanto quem estiver curioso apareça e não se arrependerá (+  info em relação aos concertos nos sites da banda www.shockshow.pt.vu e www.shockshow.cjb.net ). Em relação a concertos no estrangeiro ainda não o fizemos, mas faz parte dos nossos planos. Temos neste momento, uma editora americana, interessada em assinar connosco e distribuir o nosso cd, se posteriormente chegarmos a acordo é muito provável que possamos pisar palcos em solo americano.

 

A língua em que cantam é um factor importante para passar a vossa mensagem? Ou tem haver só com a perspectiva de carreira?

 

A língua que se canta penso que seja algo um tanto ou quanto irrelevante, se bem que o inglês talvez nos ajude a “exportar” a nossa música além fronteiras. Se bem que não escrevo em inglês exclusivamente por isso. Seja como for, posso adiantar que um dos nossos novos temas terá título em francês, por exemplo. E não pomos de parte a ideia de fazer música com letras em português ou até outras línguas.

 

O vosso “target” de mercado a atingir é unicamente o mercado nacional ou existem expectativas para uma boa divulgação fora de Portugal? Se sim qual são os vossos mercados prioritários?

 

 

O nosso único propósito enquanto banda é fazermos o que gostamos, e nós somos os nossos principais críticos e fãs. No entanto, obviamente que nos queremos expandir para fora de Portugal. Somos ambiciosos e não temos medo de o assumir. Gostamos de correr riscos. A nossa única prioridade é fazer boa música. Se alguém tiver que lhe dar valor, assim será. Senão também não será por isso que paramos.
 

 

 

Perspectivas e expectativas para o vosso futuro?

 

Estamos agora bastante empenhados em preparar o nosso novo álbum, e temos bastante expectativa neste novo trabalho, tendo em conta as músicas que já temos até esta altura. O resto virá com o tempo. Nós queremos é dar concertos, fazer o que gostamos e criar boa música. Quem estiver interessado em contactar-nos pode aceder aos sites: www.shockshow.pt.vu www.shockshow.cjb.net . Obrigado e adeus.

 

 

 

 

 

 

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