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Entrevista a The Ultimate Architects  (20 Abril 2004)

 

 
 
Quem responde à entrevista?
 
[F.]
 
 
Quem são os elementos dos The Ultimate Architects?
 
Em cima do palco somos 3: D.Architect (vox, teclado e baixo), Kyuss9 (guitarra e teclados) e eu, [F.] no baixo, teclados e vox secundária. Além do palco temos outras 3 pessoas sem as quais o conceito de The Ultimate Architects ficaria incompleto. São eles Rui Veiga (animação e composição de video), Nishal Ranchhod (técnico de som) e João Paulo Simões (realizador/colaborador lírico).
 
 
Porque são os últimos arquitectos, isso é reflectido na música?
 
O conceito do nome The Ultimate Architects não aparece para nos classificar como o expoente máximo da música mas sim de um esboço que o João Paulo Simões criou à muitos anos atrás para um filme que nunca (ou ainda não) foi concretizado. A ideia principal era mais ou menos que o tempo do Homem seria uma linha contínua construída por seres Omnipotentes (os tais Arquitectos).
 
 
O facto de haver alterações de elementos na banda, isso foi sinónimo de
desinspiração?
 
As alterações que sucederam no seio da banda não foram tão intensas como isso. No ínicio os membros que compunham a banda eram o D.Architect, Nishal e João Paulo quee hoje continuam associados à banda embora noutro plano. Eu estive na banda numa 2ª fase, saí e voltei a entrar e o Kyuss9 foi o último membro a entrar. Por isso diria que houve mais uma alteração nos papeis dos elementos do que alterações dos membros.
 
 
Quais são as vossas influências para fazer música?
 
Tudo o que nos soe bem! Seja uma pintura, um filme ou uma música. Embora hajam influências mais óbvias, é sempre complicado dizer qual é que foi o gatilho que iniciou uma música.
 
 
Até que ponto referências como os Kraftwerk ou New Order possam ser marcos
para a vossa música?
 
Ambos são marcos para a nossa música e especialmente para o "Elevata", o nosso EP de estreia. Mas não posso dizer que as nossas influências se fiquem por aí. Os 4 temas que compoêm o "Elevata" podem actuar todos no campo da electrónica mas não nos devemos esquecer que a electrónica não são apenas os anos 80.
 
Os anos 80 são uma referência muito forte?
 
Muito. Mas todos nós saímos da "escola do rock" (não confundir old school com esse filme que anda por aí nos cinemas...). O que eu quero dizer é que somos uma banda electrónica mas não só. O rock também continua a morar nos nossos corações.
 
 
A vertente estética é referência da banda?
 
Definitivamente. Desde a capa do EP até às projecções que usamos para abrilhantar os nossos concertos, tudo passa pelas mãos do Rui Veiga que é a porta para o nosso outro mundo para além da realidade.
 
 
Qual é a vossa discografia?
 
Em 2001 editámos uma maquete "The Ultimate Architects" e no ínicio de 2004 o EP "Elevata". Mas entre estes 2 participámos também nas compilações "Frágil 21" (uma parceria entre o bar Frágil e a Sony Music), "Thisobidience" e "Thiscotronica" (da editora Thisco), e mais recentemente fomos selecionados para a compilação "Fórmula Electrónica #1" a ser editada pela Base recordings.
 
 
“Elevata” é máximo da música que podem fazer?
 
Não. O máximo é sempre o passo seguinte:) Não podemos "amolecer" porque editámos um cd.
 
 
Até que ponto estão a pensar evoluir os beats?
 
Depende do que consideras ser a evolução de um Beat. Temos temas que são autentico jungle saturado de beats a 150Bpm mas isso não quer dizer que uma beat mais suave ou menos composta não seja perfeita para outros temas.
 
 
Como está a decorrer a promoção deste EP “Elevata”?
 
Muito bem. Tivémos uma 1ª fase de promoção ao vivo que decorreu em todas as Fnac durante o mês de Fevereiro e agora passámos à fase 2 que consiste em dar concertos em outros palcos e outros pontos do país.
 
 
O facto de uma comunicação social especializada vos dar reconhecimento é
sinónimo de boas vendas de cds?
 
Acho que o reconhecimento faz com que as pessoas fiquem alertadas para o facto que existe esta banda e que para quem gosta do género é uma boa aposta. Mas a decisão da compra do cd depende apenas do gosto subjectivo de cada indivíduo. Pessoalmente não me guio por críticas para a compra de um cd. Tenho mesmo de ouvi-lo para saber se gosto.
 
 
Em relação a divulgação no estrangeiro, como está a decorrer?
 
Isso é algo que não está propriamente planeado. Mas já conseguimos entrar em contacto com a White Label que é a editora de Large Number, o novo projecto da Ann Shenton (ex-Add N to X). Não é propriamente para editar algo mas tanto o Marc e a Ann são pessoas excelente e que nos vão dar uma mãozinha lá fora.
 
 
Os concertos estão a aparecer ao ritmo desejado?
 
Acho que sim. Mas quantos mais melhor!:) Melhor que o número de concertos é mesmo a reacção das pessoas. Acho que os concertos são a melhor maneira de nos promover enquanto banda visto serem uma interpretação mais orgânica do "Elevata".
 
 
Contem-nos algo de caricato que vos tenha acontecido num concerto?
 
Creio que ainda não tivémos nenhuma situação que se classifique como caricata durante os nossos concertos. Depois dos concertos é que normalmente recolhemos opiniões caricatas. A última foi "a música era tão boa que eu nem queria acreditar que vocês são de Lisboa":)
 
 
Uma ultima mensagem para os fans?
 
Um grande obrigado a todos que nos têm visitados nos concertos e nos têm dado apoio. Quem ficou com curiosidade de nos ouvir pode fazê-lo através do EP "Elevata" ou do site http://www.theultimatearchitects.com

 

 

 

 

 

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