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 Unknown Town

 

 

Entrevista a Vortex       (23 de Agosto 2003)

 

1. Quem responde à entrevista?

Cláudio Preto

2. Quem são e à quanto tempo é que existe a banda e qual é a cidade base dos elementos da banda?

Os Vortex são: Rui Lopez – Voz, Nuno Moleiro – Bateria, Cláudio Preto – Baixo, Telmo Verdugo – Guitarra e voz. Somos do concelho de Vila Franca de Xira.

 

3. O que mudou desde 1994 ano da vossa formação enquanto músicos?

Desde 1994 já passamos por algumas mudanças tanto na formação (Telmo deixa de ser o vocalista com a entrada de Rui) como na linha musical seguida. Em 94 as coisas eram bem diferentes mais novos e agressivos os ritmos rápidos e violentos dominavam, os Vortex nunca deram nada como certo e a evolução faz parte do nosso objectivo, tentando que de trabalho para trabalho não se repitam erros e procurando sempre surpreender. Chegando ao ano 2000, com muitos acontecimentos negativos, os Vortex quase quebraram, Zé Punck (guitarra) acabou mesmo por sair e depois de muitas viagens e de muitas audições encontramos o Rui. Todas essas experiências trouxeram outra maturidade a banda e assim outro ciclo nas nossas vidas.  

 

4. O que os motiva a continuaram a fazer música há quase dez anos?

A principal motivação é a forte amizade que temos uns pelos outros. Somos uma família, uma família ambiciosa e com um orgulho muito grande pelo nosso trabalho. Nunca nada foi fácil e nós sabemos isso, essa luta dá-nos prazer e o lançamento nesta altura do GO AWAY, é para nós um “ensaio” para um próximo registo que será certamente mais importante. Outra grande motivação é tocar ao vivo, tentamos sempre ter algo de novo, diferente, para que cada show seja melhor que o anterior, porque é ali que se vê os Vortex, e é ali que está a química, a cada concerto que damos queremos partir pró seguinte.

 

5. Porquê trocaram de nome?

Foi uma conversa normal de ensaio… já távamos todos mamados! Lol … Agora a sério, quisemos marcar a nova formula dos Vortex, faz parte da nossa evolução. Depois de muitas histórias do passado queríamos começar tudo de novo, marcar um novo marco. A entrada do Rui foi talvez o mais importante que fizemos, Vortex foi o nome que nos pareceu certo. Todos curtimos Vortex Core é quase um mito, percebes? Muda tudo! Muda a formação, a direcção da banda, quisemos mudar o nome. Vortex é Power!!

  

6. Qual é a mensagem que tentam passar para as vossas audiências?

Não há mensagem nenhuma em especial, cada música fala por si. No Cold por exemplo: … foi uma história bonita de amor… O Go Away: …raiva por gente ignorante e desprezível… No fundo e de uma maneira positiva falamos da vida. Mas não fazemos isso para seguirem o que dizemos ou fazemos, cada um deve pensar por si … Tentamos transmitir energia principalmente! Tudo a curtir! Ritmo, onda, saltos, gritos… Uma grande descarga de energia. 

 

7. Se poderem caracterizar o tipo de som, como o faziam?

Caracterizar o nosso tipo de som é difícil, há quem diga nu metal e até melódico… Não sei acho que é muito forte e harmonioso, isso sim! 

 

8. Qual é a vossa discografia?

Como Vortex o único registo é o “Go Away”, claro que para trás estão muitas maquetes, “Deep in the core” foi a primeira, depois tivemos alguma receptividade com o “Conciossness”, “No love lerned” que saiu como antevisão a um disco que acabou por ser o ultimo Vortex Core “Suden Impact”.  Na rua está o “Go Away” o resto do material já não está nas lojas restam alguns exemplares connosco para os mais curiosos.

 

9. Quais são as vossas principais influências enquanto banda?

9 Influências… Pantera, System of a down, Mudvaine, Slipknot, Faith no more…, todas e mais algumas que nos acompanharam na infância, que duma maneira ou de outra acabam por fazer parte de nós. É a nossa própria vida que influencia o espírito e a inquietude do momento em que tudo é feito. Ultimamente, e porque estamos a preparar novidades, procurámos novos sons aprender estilos novos outras tradições musicais…e um ganda power!

 

10. A vossa carreira está a evoluir ao ritmo pretendido?

O ritmo nunca é o pretendido mas está a evoluir e isso é que conta.

 

11. Qual é a sensação de estar em palco?

O palco… É … O que sempre quisemos

 

12. Tiveram dificuldades na produção e elaboração das músicas dos vossos registros?

Dificuldades… As nossas músicas têm uma certa direcção e lógica, durante um tempo fazemos experiências, tocamos muito e assim umas surgem mais rápidas que outras, criatividade e vontade não falta. O que é difícil é conseguir apoios para chegar a um estúdio gravar, produzir editar, e dar a conhecer… num mercado difícil e onde tudo custa muito dinheiro…

 

13. Têm alguma história caricata para contar de algum concerto que vos tenha corrido de um forma engraçada?

Só o facto de estarmos os quatro juntos acho que já é caricato, é sempre muito fixe. Não sei, olha lembro-me quando o Nuno fez 18 anos! LOL. Ou da vez em que compramos um pano de fundo novo. Era a estreia do Rui em Arruda disponibilizaram-nos uma vasta equipa e algum material necessário que resultou numa linda caravela com a vela rasgada. O pano ficou muito fixe no chão do palco.

 

14. O facto de ainda não serem muito conhecidos fá-los desistir de fazer música?

Claro que não, pelo contrario. Quem conhece e gosta dá-nos é força para continuar. Surgiram muitas coisas novas o “Go Away” ainda agora saiu e já se fala de mais Vortex para breve. Firmes somos o que somos e valemos pelo que fazemos! (gestos de uns cornos com a mão e a cabeça a abanar ao som do Romance!!).

 

15. E ao nível da divulgação da banda como é que está a decorrer?

Estamos no início do lançamento do “Go Away”, trabalhamos alguns meses até conseguir chegar ás lojas em Julho com o apoio da Paranoid e da Musicactiva, ainda é talvez, cedo para fazer um balanço mas, as perspectivas são muito boas os cd’s têm-se vendido.

 

16. Tiveram divulgação no estrangeiro da música que fazem?

Sim. Chegamos a Espanha, Itália, Suiça, Moscovo, E.U.A, e vêm aí actuações importantes, um vídeo, quem sabe um disco novo… Muito se deve também à “Make Agency”. O Nuno e a Susana têm-se mostrado incansáveis em toda a promoção da banda, com todo o material, cartazes, merchandising… Está uma boa equipa a trabalhar na mesma direcção e isso é muito importante para que tudo corra bem.

 

17. Estiveram em algum “grande palco”?

Com muita pena não fomos, por exemplo, ao “Ermal”, mas já tivemos  4 mil pessoas a assistir a um espectáculo nosso  no “Cevadeiro” em Vila Franca de Xira… Imagino no “Ermal”! Creio que qualquer palco será “grande” depois de nós passarmos por lá! ahahah....

 

18. A língua em que cantam é um factor importante para passar a vossa mensagem? Ou tem haver só com a prospectiva de carreira?

A mensagem é transmitida de uma maneira ou outra para os mais atentos, repara, em Portugal poucos percebem o que os Ramstein dizem e são muitos os que gostam mesmo não seguindo os princípios deles, escrever em inglês vem, muito das influencias que temos, está tão enraizado que às vezes até parece que pensamos em inglês, mas não é exclusivamente assim, o “igeijahmanah”, por exemplo, é em português e é talvez a musica que mais marcou os Vortex, cada um escolhe, nós escolhemos assim, mas podemos muito bem escrever em português uma ou outra música, não há regras.

 

19. O vosso objectivo de mercado a atingir é unicamente o mercado nacional ou existem expectativas para divulgação fora de Portugal?

Não o nosso trabalho é para ser ouvido em todo mundo, estamos em vias de sair em concertos para o estrangeiro, infelizmente tem sido tudo muito moroso, os nossos cd’s já andam a rodar por toda a Europa e nos Estados Unidos, enviámos há pouco tempo para o Brasil… Ainda está tudo muito no início para poder dizer mais qualquer coisa, vamos ver.

 

20. Porquê que cada vez menos bandas cantam em português?

Não acho que haja menos bandas a cantar em português, por exemplo no punk a predominância é a língua lusa, depende do estilo, pessoalmente acho é que há menos bandas boas.  

 

21. O que simplifica Vortex?

Vortex… Abismo… Se vires bem e assim de longe é uma grande embrulhada… pois… tudo, nada…

 

22. Prospectivas para o futuro?

Para o futuro… Muita estrada, o vídeo, a já atrasada actualização do site e lá para o fim do ano quem sabe um álbum.

 

 

 

 

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